Montagem de Acordes: Entenda o Básico e Comece a Formar os Seus
Você já sabe que os acordes são a base para tocar a maioria das músicas, certo? Mas agora chegou a hora de ir um passo além: entender como um acorde é montado.
E pode ficar tranquilo! Mesmo que você esteja começando agora, este artigo vai te explicar tudo de forma simples e prática — do jeito que o Pega o Ritmo gosta.
Para essa aula é importante que você tenha conhecimento sobre cifras e escalas. Mas se ainda não tem não se preocupe, temos aqui no blog dois artigos que falam sobe estes temas:
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O que é um acorde?
A gente pode resumir assim:
👉 Um acorde é a combinação de três ou mais notas tocadas ao mesmo tempo.
Essas notas formam uma harmonia, ou seja, aquele som “cheio” que dá vida às músicas.
Qual a diferença entre uma nota e um acorde?
Como dito anteriormente, um acorde é a combinação de três ou mais notas tocadas ao mesmo tempo, formando assim um som específico. Já uma nota é a execução de apenas uma nota individualmente, sem a presença do som de nenhuma outra nota.
Por exemplo: quando tocamos no violão, normalmente fazemos acordes durante a música. Porém, na hora de realizar um solo, é mais comum utilizarmos as notas de forma individual. Então, é importante entender que a nota Dó (C), por exemplo, é diferente do acorde de Dó maior (C).
Por que entender a montagem dos acordes?
Porque isso te dá liberdade. Quando você entende a lógica por trás dos acordes, fica mais fácil:
- Criar seus próprios acordes
- Tocar músicas sem depender de cifras
- Improvisar e compor
- Mudar o tom de uma música com segurança
Ou seja: você ganha autonomia musical. Com esse conhecimento, você não apenas executa, mas compreende o que está tocando.
Acorde maior: a base de tudo
Vamos começar com o acorde maior, que é o mais comum e o mais usado em músicas populares.
A fórmula para montar um acorde maior é bem simples: Nota fundamental + terça maior + quinta justa
Calma! Vamos explicar cada uma dessas partes:
- Nota fundamental: é a nota principal do acorde, aquela que dá nome a ele.
Exemplo: no acorde de C (Dó maior), a fundamental é o Dó. - Terça maior: é a terceira nota a partir da fundamental, contando os tons e semitons.
- Quinta justa: é a quinta nota a partir da fundamental, também contando os tons e semitons.
Como contar? Use a fórmula dos intervalos:
Para o acorde maior, usamos essa sequência de intervalos a partir da nota fundamental:
- Tom → Tom → Terça maior
- Tom → Tom → Semitom → Quinta justa
O que é Tom e Semitom?
São formas que usamos para nomear a distância entre duas notas. No teclado, cada tecla é uma nota. No violão, cada casa é uma nota. A regra é a mesma para qualquer instrumento.
Por exemplo: a distância entre as notas Dó (C) e Ré (D) é de um tom, pois existem dois semitons entre as notas. Primeiro, a passagem de Dó (C) para Dó sustenido (C#) resulta em um semitom. Em seguida, a passagem de Dó sustenido (C#) para Ré (D) resulta em outro semitom. Dois semitons são iguais a um tom. Da nota Mi (E) para a nota Sol (G) são 2 tons, que equivalem a 4 semitons.

Exemplo: acorde de C (Dó maior)
- Fundamental: C (Dó)
- Terça maior: E (Mi) → 2 tons acima
- Quinta justa: G (Sol) → 3 tons e meio acima
🎶 Resultado: o acorde de C maior é formado pelas notas C – E – G
Perceba que todas as notas usadas no acorde de C (Dó maior) fazem parte da escala de Dó. Para formar um acorde maior, sempre utilizaremos a nota fundamental, terça maior e quinta justa.
Então, para formarmos o acorde de Ré, por exemplo, basta seguir o mesmo conceito, porém agora dentro da escala de Ré. Assim, a nota fundamental será Ré (D), a terça maior será Fá sustenido (F#), e a quinta justa será Sol (G).
Para a montagem do acorde maior, você pode contar a escala e sempre utilizar a 1ª, 3ª e 5ª nota em todos os casos. Dessa forma, conseguirá montar qualquer acorde de tríade maior. Veja na tabela abaixo o exemplo onde, em cima, mostramos a posição da nota na escala e, com isso, a formação do acorde correspondente:
Acordes maiores
135
D → D – F# – A
G → G – B – D
B → B – D# – F#
| 1 | 3 | 5 | |
| D | D | F# | G |
| G | G | B | D |
Acorde menor: só muda um detalhe
A estrutura do acorde menor é quase igual à do maior. A única diferença está na terça.
Fórmula do acorde menor:
Nota fundamental + terça menor + quinta justa
A terça menor está um semitom abaixo da terça maior. Neste caso, ela não estará na escala maior da nota fundamental, pois estamos formando um acorde menor. Mais para frente, estudaremos a escala menor também!
Mas, para montar um acorde menor, a 1ª e a 5ª nota sempre serão as mesmas. O que muda é apenas a terça, que será um semitom abaixo.
Por exemplo: para montarmos o acorde Mi maior (E), utilizamos as notas E – G# – B. Já para o acorde de Mi menor (Em), baixamos a terça em um semitom. Assim, temos: E – G – B. Repare que a terceira nota do acorde desceu um semitom em relação ao acorde maior.
Exemplo: acorde de A menor (Am)
- Fundamental: A (Lá)
- Terça menor: C (Dó) → 1 tom e meio acima
- Quinta justa: E (Mi) → 3 tons e meio acima
🎶 Resultado: o acorde de Am é formado pelas notas A – C – E
Dica prática: use o teclado como referência
O teclado é ótimo para visualizar esses intervalos. Se você contar as teclas (pretas e brancas), consegue ver direitinho os tons e semitons entre as notas.
Conclusão
Saber montar acordes é um dos passos mais importantes para quem quer sair da dependência das cifras e realmente entender o que está tocando.
Com apenas três notas e um pouco de prática, você já consegue montar acordes maiores e menores em qualquer tom. Depois disso, fica mais fácil aprender acordes com sétima, diminutos, aumentados e por aí vai.
No Pega o Ritmo, vamos continuar te guiando nessa jornada com calma, clareza e sempre com foco em quem está aprendendo sozinho.
🎵 No próximo artigo, vamos mostrar como formar acordes com 7ª e outras variações!


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